LUA CHEIA
Crepúsculo do sábado,
dia do Senhor. Floresta negra, lado noroeste do castelo Windelton.
Ouvia-se apenas o
barulho da corrida dos vampiros entre as enormes árvores da floresta, muitos
morriam ao se expor aos últimos raios do sol. Eles se dirigiam para a cidade de
Windelton mais a frente, que tinha toda a sua parte noroeste coberta pela
floresta e cortada pelo rio Swan, tendo apenas a ponte como único meio de
entrada.
Na cidade já se ouvia
os gritos de dor, choro, destruição e pedidos de ajuda. Muitas casas estavam em
chamas e muitos vampiros já estavam lá sugando o sangue dos moradores e sendo mortos
por aqueles mais corajosos. Esses vampiros eram os Nivel E, sem raciocínio e
que seguiam apenas sua sede de sangue. Morriam cortando a cabeça ou os
esquartejando. Alguns moradores conseguiram descobrir isso somente após verem
famílias inteiras sendo dizimadas.
Na parte alta da cidade
se localizava a igreja. Enorme. Suas seis torres pareciam tocar o céu. Quando
de repente o sino começou a badalar. Entre o sentimento de abandono, tristeza,
medo e desespero, todo o povo sabia que era sinal da vinda dos Guardiões. Mesmo
aqueles que já se encontravam nas mãos nos Nivel E fizeram um ar de riso e se permitiram
morrer em paz. Os Guardiões eram os caçadores e matadores de vampiros. Era a
esperança de Windelton. Aliás, a única esperança que possuíam.
A luz cheia surgia no
horizonte, do lado leste, entre as copas das árvores e se impondo no
firmamento. Seu brilho dourado foi inundando toda a cidade e região, mostrando
a quantidade de Nivel E como um exército de formigas, como também destacando a
quantidade de destroços, mortos e sangue por todos os lados.
De repente o vento que
passava como brisa suave, torna-se mais rápido e forte. Devido à alta
velocidade, via-se apenas faíscas vermelhas em borrões escuros. Esses vultos
abriam caminho entre as formigas vampirescas, deixando para trás apenas seus
pedaços. Os vultos se dividem e percorrem as ruas da cidade dizimando com
agilidade a maioria dos Nível E que atacavam a população. Um zumbido estrondou,
fazendo com que, os que conseguiram escapar parassem de atacar, permanecendo
parados por uns minutos.
E dentre esses minutos
os vultos negros se encontraram no fim da ponte e início da cidade. Eram seis
no total. Calçados com botas cano longo, camisas azuis escuro e sobretudos
pretos com detalhes e faixas vermelhas. Eram os Guardiões. O mais alto era
branco de cabelos pretos, ao seu lado direito estava uma mulher negra de
cabelos rastafári fino, e a da ponta era a de aparência mais novinha com cabelo
castanho em rabo de cavalo; ao lado esquerdo estava o de estatura mediana e
oriental, o loiro corpulento e o negro também corpulento. Estavam igualmente
parados como os Nível E, quando ouvem novamente outro zumbido ensurdecedor.
- LUTEEEM – grita o
líder do meio desembainhando suas espadas duplas.

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